Wednesday, April 11, 2007

:: Novo Fado ::

:: SAL :: 04 Março :: 2007

"O programa que o quarteto Sal traz a Casa da Música inclui todo o seu primeiro álbum, que agora é editado. Podemos ouvir ainda o tema tradicional alentejano mineiros e carinhoso, o choro mais famoso de Pixinguinha, que fez parte de um álbum que José Peixoto e Fernando Júdice dedicaram ao compositor brasileiro.
Se nos centrarmos no repurtório original dos dois compositores do grupo e na sua interpretação pode dizer-se que o fado paira sobre todo este concerto/disco. Mas não só o fado; também os ritmos de origem africana ou sul-americana, a música popular portuguesa e algum contacto com o jazz. De qualquer forma, assumindo não serem o que na realidade não são - um grupo de fado - , os Sal manifestam através das palavras do escritor (e autor de quase todas as letras) Tiago Torres da Silva a quase fatalidade da presença do fado na sua música:
"De tanto ter guardado/ o fado na garganta/ chego a fingir que é fado/ o fado que em mim canta."
Ana Sofia Varela é muitas vezes quem impregna as canções de um arona fadista, mesmo quando estas parecem evocar melodias de inspiração oriental ou percursões que fazem lembrar os adufes da Beira Baixa - o que acontece nas duas secções de Pra me perder. Mas pode acontecer também que sejam os instrumentistas a recorrer aos elementos do fado, como em Coisas do Mar, em que a voz começa por se apresentar quase como um sussurro, num registo grave. Aqui, o baixo acustico transfigura-se em viola de fado, enquanto a guitarra clássica assume a função de contracanto às melodias da voz. Já Nó cego (de ti não me afastei) é um fado minimalista que, em vez de se empobrecer com a simplicidade do arranjo, se torna mais intimista e intenso do que seria, porventura, uma interpretação tradicional.
A variedade de influências é grande: uma melodia que podia ser um fado, em Flor do acaso, é acompanhada por uma guitarra que lembra um bolero, enquanto o tema com que encerra o concerto - Ai de mim - aproveita elementos do jazz cigano, enquadrados numa enérgica sucessão de ritmos sincopados."

Fernando Pires de Lima



José Peixoto guitarra
Fernando Júdice baixo
Vicky percursão
Ana Sofia Varela
voz





Tuesday, April 10, 2007

:: Alfama ::



:: Entrevista a Vasco Tristão::

Antes de iniciarmos a entrevista já estava traçado o plano a seguir. Momentos antes já nos tinhamos questionado sobre o que abordar caso uma entrevista podesse a vir ser realizada. Numa sebenta já um pouco deteorada com o tempo apontamos alguns dos nossos pensamentos, dúvidas, curiosidades e também algumas diferenças entre o fado tradicional e o novo fado com o intuito de ser abordado de uma outra perspectiva. Ao falarmos com Vasco Tristão questionamos qual era a verdadeira paixão fado. Se provinha da família ou não. Se achava que o fado era sempre triste e melancólico. Mas penso que a questão mais importante para nós foi se achava ou preferia a ideia de um fado vadio a um outro fado deacordo com aquilo a que os nossos ouvidos e mentes absorvem nos dias de hoje. Sempre com uma expressão bastante séria, perna cruzada e gestos manuais um pouco presos deu-nos a sua opinião e contou um pouco da sua própria história de vida.
Há quanto tempo canta fado?
Há 19 anos.

Que elementos ( na sua perspectiva) representam o fado?
Penso que o fado representa a canção, o antigo e a expressão da voz portuguesa.

O fado nos dias de hoje é visto divido por duas facetas: o fado vadio e o fado profissional. Pode dizer-nos como se distinguem um do outro?
O fado considerado vadio é aquele em que o fadista que o canta é amador. Actua apenas em casa de fado e canta por cantar. Acaba por exprimir aquilo que sente. Quanto ao fado considerado profissional nesse já se sente mais o rigor. É um fado que gosta de adquirir o fado vadio.

O seu gosto pelo fado provém desde que altura? Provém por influência de familiares?
O meu avó Tristão da Silva era fadista. Pode-se dizer que provém de família. Que é uma tradição.

Que sentimentos acha que o fado traduz para além do destino e da tristeza?
Tradição. Valores. Saudade. Sentimento português.

Qual acha que é a diferença entre fado vadio e o comercial?
Penso que o fado comercial é muito mais distante. Antigamente a voz no fado era muito mais forte. Era como que um estilo pré-definido. E o significado era considerado o mais importante.

Para finalizar poderia citar alguns nomes de artistas de ambos os estilos de fado?
Claro. Amália Rodrigues. Joana Amandoeira. Katia Guerreiro. Zé da Câmara e Camané.

:: Diário de Bordo - Parte 5 ::



:: Próxima paragem: Alfama ... Finalmente! ::

E começa então a nossa viagem em busca das casas de fado tradicional pelos arredores de Lisboa. A experiência poderia ter sido melhor. O porquê? Mais uma vez os habitantes de Lisboa não nos sabiam indicar correctamente o caminho. Quer dizer chegamos até a pensar é que se estariam a divertir com a nossa cara por sermos do norte. Mas como é possível ter sido um grupo de turistas ingleses a nos indicarem onde se situavam as casas de fado aquando o desconhecimento dos próprios habitantes? É das situações mais caricatas e inexplicáveis. A meio do caminho para Alfama e depois das indicações dos ingleses encontramos também uma rapariga lisboeta que foi muito prestavél e a única que nos deu indicações correctas. Nas nossas caras estavam estampados sorrisos quando vimos as placas que indicavam as casas do fado. Finalmente no caminho certo. Pelas ruas de Alfama era casa de fado atrás de casa de fado. Apenas um pequeno problema. Eram todas demasiado elitistas. Para se poder assistir ao fado no interior tinha-se obrigatoriamente de jantar primeiro. Chegamos até a ouvir a resposta mais rídicula possível. “É só para jantar…mas está cheio”. Parecia que a nossa sorte escassava. Nenhuma das casas de fado pela qual passavamos nos cedia entrada. Não desistindo da nossa busca continuamos incessantemente a andar até chegarmos a um largo. No cimo desse largo estava um senhor de fato de seu nome Vasco Tristão. Para além de fadista, este também estava na entrada a receber as pessoas que partilhavam a sua paixão. Sentamo-nos nas cadeiras de plástico branco da esplanada e perguntamos se aquela hora iriamos ter a oportunidade de usufruir de um fado vadio. Ana Cardoso, dona do establecimento e também fadista respondeu afirmativamente, que fado haveria sempre apenas não havia comida só bebida. Fomos abençoados pela presença de quatro fadistas nessa noite acompanhados por dois guitarristas de seu nome Manuel Vidinhas e Manuel Tomé. A simpatia e disponibilidade de todos os fadista era contagiante. Assistimos então a um primeiro fado


“Só nós dois é que sabemos, quando sabemos que queremos bem, só nós dois e mais ninguém”

“Os amantes infelizes deveriam ter coragem para mudar o caminho”

“Não queres gostar de mim a não ser que eu te peça”

E no fim fomos agraçados pelo fado de Ana Cardoso. Do qual adquirimos o seu cd e pedimos no final que o autografasse assim como os guitarristas que prestaram o seu papel. Algo que nos deixou com muita boa impressão foi a convivência que existia entre os fadistas. No entanto, durante a interpretação de Ana Cardoso, foi possivél entrevistar Vasco Tristão, que gentilmente colaborou de todas as formas possivéis. Esta entrevista de formal nada teve, até porque existia um à vontade intenso entre nós e os fadistas da noite. Exposemos os nossos pensamentos e sentimentos acerca do fado tradicional, do fado vadio assim como também questionamos a diferença existente entre o fado vadio e a nova vertente de fado. O ambiente que nos rodeava era extremamente pacifico e relaxante. Penso que não existem palavras suficientes para descrever a nossa experiência. Algo em comum entre nós era sentirmos de uma forma crua os nossos sentimentos à flor da pele. Após umas boas horas de fado, de convivência com os fadistas estava na hora de fechar o estabelecimento. Como forma de agradecimento até ajudamos a arrumar a esplanada. Lá nos despedimos de todos e seguimos rumo até ao Bairro Alto porque para nós a noite ainda era uma criança. O nosso objectivo estava cumprido e também esta era a nossa última noite em Lisboa e tinhamos de a terminar em grande. A caminho do Bairro Alto conhecemos dois alemães : Patrick e Jorg que acabaram por nos acompanhar a noite toda e eles também conheciam um pouco de fado, tinham Mariza como referência. Ainda encontrarmos a rapariga que inicialmente nos indicou o caminho para as casas de fado que se sentiu realizada por saber que tinhamos atingido o nosso objectivo. Não poderiamos nos sentir mais realizadas. O nosso projecto tinha chegado ao fim.

:: Agradecimentos a todos os fadistas que despensaram tempo e colaboraram para a realização do nosso projecto, em especial Ana Cardoso e Vasco Tristão. Também agradecimentos à única lisboeta que nos deu indicações e ao Patrick e Jorg por nos terem acompanhado noite a dentro ::

Monday, April 9, 2007

:: Diário de Bordo - Parte 4 ::




:: 24 de Março ... Próxima paragem: Chiado ::

Que bela noite de sono. Relaxadas e sem preocupações estava na hora de voltarmos a fazer ao caminho em busca de casas do fado. Plano do dia: visitar o Chiado durante a tarde, tirar algumas fotos, ver alguns pontos turísticos e à noite irmos até Alfama, o tão aclamado “spot” das casa de fado. Como o tempo urgia decidimos então fazer uma pequena paragem para almoçar perto do CCB, onde os famosos “ratos com asas” atacavam os restos de comida deixados nas esplanadas pelas pessoas. De estômago cheio e já que nos encontravamos em Belém, decidimos seguir a tradição e fomos comer um pastel de Belém. Estavamos deliciadas. Realmente é necessário vir a Belém para se saboriar o requinte de um pastel como este. Saímos em direcção à paragem de autocarro mas desta para apanhar outro táxi. Estava a tornar-se custome os nossos passeios de táxi. Mas esta tinha sido a única maneira de chegarmos ao sítio pretendido sem sofrer pequenos desvios devido a más informações. “Baixa de Lisboa: Chiado”. Chegadas ao destino, como precaução ficamos com o número da central de táxi. Como iniciação à visita a primeira coisa a fazer foi arrancar da parede o cartaz de José Cid. Um excelente exemplo de bom design. Ao descermos a rua do Chiado reparamos que numa rua paralela se encontrava uma feira do livro. Mínimo 1€ máximo 10 €. A verdadeira pechincha. Vasculhamos por entre caixotes e caixotes cheios de livros antigos, bandas desenhadas (alguma de cariz menos próprio), postais entre muito mais. Tinhamos encontrado um tesouro literário. Compra do dia: “Morte de um Caixeiro Viajante” por Artur Miller por 1€. (Esta pequena observação é dedicada a quem frequentou o workshop de Art Chantry e teve de comprar o livro por mais). Continuamos o nosso passeio turístico. Rua acima. Rua abaixo. Fotografias da arquitectura local para mais tarde relembrar. Paramos para relaxar um pouco depois no Pavilhão Chinês. Um salão de chá repleto de todo o tipo de quinquilharia. Desde bonecos que remotam aos anos 50 a canecas de cerveja e a chavenas de chá. Montes e montes de quinqualharia toda encafunada num só local. Era um pedaço de história que nos rodeava enquanto saboreavamos um chá maravilhoso mas um pouco caro. Mas o espaço em si, deixou-nos rendidas ao seu encanto. Ao sair reparamos que já tinha escurecido bastante. Através de fontes (que de momento permanecem desconhecidas) soubemos que iria haver um jogo de Portugal e prestando o nosso tributo lá fomos nós até à Casa do Alentejo pesticar e ver a bola como verdadeiros adeptos. Tradição acima de tudo. Pelo caminho ao descer a rua do elevador de Santa Justa deparamo-nos com algo que é raramente visto pelo norte. O “Peep Show”. Estavamos fascinadas com a apresentação do edificio e os seus neons azuis e cor de rosa. Passamos ainda pelo Hard Rock Café, pelo teatro onde estava a ser exibida a peça “Música no Coração” e também pelo palhaço de rua mais trabalhador de sempre (a sua função consistia apenas em estar sentado numa cadeira a ler o jornal enquanto ouvia um clássico musical bloquiando assim o trânsito da rua). Chegadas à Casa do Alentejo, ficamos impressionadas com a arquitectura exuberante que este exibia por dentro. O que aparentava ser um edíficio normal, por dentro era surpreendente. Remetia-nos muito para uma “villa” espanhola. No andar de cima reinava um extravagante e espaçoso salão de baile, transformado em salão para refeições e num outro espaço uma pequena tasquinha onde eram realizados os pedidos tanto para a comida como para a bebida. Até as casas de banho tinham o seu encanto. Depois de usufruirmos a companhia de uma senhora sócia deste estabelecimento enquanto jantavamos estava na hora de irmos até Alfama e percorrer todas as casas de fado.


:: Para a senhora que jantou connosco na Casa do Alentejo muito obrigado pela sua companhia ::

:: Diário de Bordo - Parte 3 ::



:: Final do dia 23 de Março…Próxima paragem: Bairro Alto ::

De tralhas arrumadas, camas divididas e sofás ocupados, cada vez mais a fome apertava. Nada melhor então de que seguirmos caminho até algum recanto do Bairro Alto onde se pudesse jantar. O único problema no entanto era o nosso desconhecimento sobre os transportes público e os seus hórarios. Dados os últimos toques finais seguimos caminho rua abaixo até à próxima paragem de autocarro. Lá chegadas como verdadeiras turistas primeiro inspeccionamos os “placards” de informação da paragem e depois lá perguntamos a um casal de namorados que apenas serviram para nos trocar as voltas, uma vez que nem eles sabiam bem as direcções. Decidimos, então que era melhor seguir o nosso instinto e lá descobrimos. 727 era o nosso número mágico nessa noite. Enregaladas e andando de um lado para o outro lá esperamos impacientemente pelo autocarro. Passam dois para cima e nenhum para baixo. Era quase meia - noite e o desespero apertava assim como a fome. Pouco depois da meia - noite lá apareceu o 727 (o último da noite). Num espaço de 10 minutos e poucos kilometros percorridos pelo nosso motorista, o pequeno autocarro encheu. Deu-se o fenómeno “sardinha enlatada”. Pela janela observamos ainda outro fenómeno que nos deixou completamente impressionadas. Sexta feira à noite em Lisboa. Nunca antes nas nossas vidas tinhamos assistido a uma concentração de centenas de pessoas nas ruas, às portas das discotecas e bares. Nem mesmo na zona industrial de Matosinhos algum dia se viu um aglomerado de pessoas como o que se assistiu em Lisboa. Até a policia estava na rua. Mas o factor mais chocante para a nossa pessoa é que eram adolescentes que preenchiam as ruas. Míudos com a idade máxima de 17 anos…18 já a favorecer. O motorista chama por uma de nós e avisa que temos de sair na próxima paragem para seguirmos para o nosso destino. Saímos e fomos albarroadas por essa multidão de adolescentes. Ainda sem sentido de orientação correcto, dirigimo-nos até uma segurança de um banco e perguntamos para que lado ficava o Bairro Alto. Nada mais simples. “Ao chegarem ao cimo da rua viram à direita e seguem os caminhos do eléctrico”. Pelo caminho e a inalar os não maravilhosos cheiros citadinos de Lisboa encontramos um salão de cabeleireiro antigo agora transformado em museu. Estavamos fascinadas. O gosto pelo tradicional e pelo antigo era cada vez mais evidente em Lisboa e a cada passo que era dado. Já perto do Bairro Alto mais uma vez pedimos indicações a outro casal de namorados. “2ª rua à vossa esquerda.” E lá chegamos nós BAIRRO ALTO!
Novamente a concentração intensa de pessoas mas desta vez numa ruela estreita. Visitamos alguns bares e algumas lojas, que surpreendemente estavam abertas até de madrugada. Levamos algumas recordações e compramos outras. Tentamos encontrar algumas casas de fado, e recolher alguma informação sobre algo relacionado com isso mas sem sucesso. Mais uma vez nem mesmo os habitantes de Lisboa nos sabiam dar indicações. Reparamos é que os turistas que por lá andavam conheciam melhor a cidade do que os habitantes. Acabamos então a noite na Praça de Camões, onde num momento estava assombrado de pessoas e no outro ficou por completo deserto. Madrugada. A nossa noite estava dada como terminada. “Táxiiiii”


:: Um profundo agradecimento a todos os habitantes de Lisboa pelas brilhantes indicações que nos deram pela noite fora ::

:: Diário de Bordo - Parte 2 ::



:: Chegada a Lisboa ... Próxima paragem: Restelo ::

Eis-nos chegadas à capital, após uma fatídica viagem de 4 horas de camioneta. Cansadas e esfomeadas entramos num mundo do qual desconhecemos. De trouxas às costas e algumas arrastadas pelo chão lá nos “despedimos” do nosso condutor barrigudo e nos encontramos em plena Gare do Oriente questionando para que lado ficará a casa que nos foi gentilmente cedida pela Joana. A melhor solução para o nosso problema encontrava-se mesmo à nossa frente : TÁXI.
Numa extensa faixa da Gare do Oriente tinhamos perantes nós uma imensa escolha de táxis de cor bege à nossa disposição. E qual foi o escolhido? Nada melhor que o primeiro táxi da fila, o único táxi preto e verde, o táxi mais tradicional que poderia estar perante nós. Para nossa surpresa não poderiamos ter escolhido melhor. A razão? O nosso condutor também barrigudo era portista. A isto é que se chama um fluxo de sorte.
A viagem até Restelo não poderia ter sido melhor. Desde excertos da vida do nosso condutor, às mais obvias piadas e evidentes gargalhas ainda tivemos direito a um pequeno passeio turístico. É de fazer referência que naquele táxi reinava o amor em comum pelo PORTO. Algo que nos chamou a atenção foi que o nosso motorista não suportava benfiquistas. Ironia das ironias é ele trabalhar em Lisboa. Passamos pelo CCB, subimos a rua e muito admiradas reparamos na CASA PIA. Contorna-se a rotunda, vira-se à esquerda, à direita, nº19. Chegamos ao Restelo. Chegamos a casa.



:: Pequeno agradecimento ao nosso condutor de táxi. Lamentamos apenas não ter ficado nem com o seu número ou nome ::

Wednesday, March 28, 2007

:: Diário de Bordo - Parte 1 ::



:: 12.40 marca o relógio da camioneta que tomamos em direcção à capital ::

Depois de uma turbulenta viagem de táxi (para uma) e uma animada viagem de metro com tropeções e desiquilibrios, conseguimos finalmente juntarmo-nos, eram as 17h53m. Às 18h, irritante e estranhamente dentro do horário (para portugueses), a camioneta do senhor barrigudo parte rumo à capital (dos mouros). Na viagem tivemos a oportunidade de conhecer todos os recentes e antigos êxitos da música popular portuguesa, bem como a bela música que os nossos orgulhosos emigrantes portugueses fazem lá fora: SUCESSO GARANTIDO.


"dou-te um doce em troca de um beijo salgado"