
:: Final do dia 23 de Março…Próxima paragem: Bairro Alto ::
De tralhas arrumadas, camas divididas e sofás ocupados, cada vez mais a fome apertava. Nada melhor então de que seguirmos caminho até algum recanto do Bairro Alto onde se pudesse jantar. O único problema no entanto era o nosso desconhecimento sobre os transportes público e os seus hórarios. Dados os últimos toques finais seguimos caminho rua abaixo até à próxima paragem de autocarro. Lá chegadas como verdadeiras turistas primeiro inspeccionamos os “placards” de informação da paragem e depois lá perguntamos a um casal de namorados que apenas serviram para nos trocar as voltas, uma vez que nem eles sabiam bem as direcções. Decidimos, então que era melhor seguir o nosso instinto e lá descobrimos. 727 era o nosso número mágico nessa noite. Enregaladas e andando de um lado para o outro lá esperamos impacientemente pelo autocarro. Passam dois para cima e nenhum para baixo. Era quase meia - noite e o desespero apertava assim como a fome. Pouco depois da meia - noite lá apareceu o 727 (o último da noite). Num espaço de 10 minutos e poucos kilometros percorridos pelo nosso motorista, o pequeno autocarro encheu. Deu-se o fenómeno “sardinha enlatada”. Pela janela observamos ainda outro fenómeno que nos deixou completamente impressionadas. Sexta feira à noite em Lisboa. Nunca antes nas nossas vidas tinhamos assistido a uma concentração de centenas de pessoas nas ruas, às portas das discotecas e bares. Nem mesmo na zona industrial de Matosinhos algum dia se viu um aglomerado de pessoas como o que se assistiu em Lisboa. Até a policia estava na rua. Mas o factor mais chocante para a nossa pessoa é que eram adolescentes que preenchiam as ruas. Míudos com a idade máxima de 17 anos…18 já a favorecer. O motorista chama por uma de nós e avisa que temos de sair na próxima paragem para seguirmos para o nosso destino. Saímos e fomos albarroadas por essa multidão de adolescentes. Ainda sem sentido de orientação correcto, dirigimo-nos até uma segurança de um banco e perguntamos para que lado ficava o Bairro Alto. Nada mais simples. “Ao chegarem ao cimo da rua viram à direita e seguem os caminhos do eléctrico”. Pelo caminho e a inalar os não maravilhosos cheiros citadinos de Lisboa encontramos um salão de cabeleireiro antigo agora transformado em museu. Estavamos fascinadas. O gosto pelo tradicional e pelo antigo era cada vez mais evidente em Lisboa e a cada passo que era dado. Já perto do Bairro Alto mais uma vez pedimos indicações a outro casal de namorados. “2ª rua à vossa esquerda.” E lá chegamos nós BAIRRO ALTO!
De tralhas arrumadas, camas divididas e sofás ocupados, cada vez mais a fome apertava. Nada melhor então de que seguirmos caminho até algum recanto do Bairro Alto onde se pudesse jantar. O único problema no entanto era o nosso desconhecimento sobre os transportes público e os seus hórarios. Dados os últimos toques finais seguimos caminho rua abaixo até à próxima paragem de autocarro. Lá chegadas como verdadeiras turistas primeiro inspeccionamos os “placards” de informação da paragem e depois lá perguntamos a um casal de namorados que apenas serviram para nos trocar as voltas, uma vez que nem eles sabiam bem as direcções. Decidimos, então que era melhor seguir o nosso instinto e lá descobrimos. 727 era o nosso número mágico nessa noite. Enregaladas e andando de um lado para o outro lá esperamos impacientemente pelo autocarro. Passam dois para cima e nenhum para baixo. Era quase meia - noite e o desespero apertava assim como a fome. Pouco depois da meia - noite lá apareceu o 727 (o último da noite). Num espaço de 10 minutos e poucos kilometros percorridos pelo nosso motorista, o pequeno autocarro encheu. Deu-se o fenómeno “sardinha enlatada”. Pela janela observamos ainda outro fenómeno que nos deixou completamente impressionadas. Sexta feira à noite em Lisboa. Nunca antes nas nossas vidas tinhamos assistido a uma concentração de centenas de pessoas nas ruas, às portas das discotecas e bares. Nem mesmo na zona industrial de Matosinhos algum dia se viu um aglomerado de pessoas como o que se assistiu em Lisboa. Até a policia estava na rua. Mas o factor mais chocante para a nossa pessoa é que eram adolescentes que preenchiam as ruas. Míudos com a idade máxima de 17 anos…18 já a favorecer. O motorista chama por uma de nós e avisa que temos de sair na próxima paragem para seguirmos para o nosso destino. Saímos e fomos albarroadas por essa multidão de adolescentes. Ainda sem sentido de orientação correcto, dirigimo-nos até uma segurança de um banco e perguntamos para que lado ficava o Bairro Alto. Nada mais simples. “Ao chegarem ao cimo da rua viram à direita e seguem os caminhos do eléctrico”. Pelo caminho e a inalar os não maravilhosos cheiros citadinos de Lisboa encontramos um salão de cabeleireiro antigo agora transformado em museu. Estavamos fascinadas. O gosto pelo tradicional e pelo antigo era cada vez mais evidente em Lisboa e a cada passo que era dado. Já perto do Bairro Alto mais uma vez pedimos indicações a outro casal de namorados. “2ª rua à vossa esquerda.” E lá chegamos nós BAIRRO ALTO!
Novamente a concentração intensa de pessoas mas desta vez numa ruela estreita. Visitamos alguns bares e algumas lojas, que surpreendemente estavam abertas até de madrugada. Levamos algumas recordações e compramos outras. Tentamos encontrar algumas casas de fado, e recolher alguma informação sobre algo relacionado com isso mas sem sucesso. Mais uma vez nem mesmo os habitantes de Lisboa nos sabiam dar indicações. Reparamos é que os turistas que por lá andavam conheciam melhor a cidade do que os habitantes. Acabamos então a noite na Praça de Camões, onde num momento estava assombrado de pessoas e no outro ficou por completo deserto. Madrugada. A nossa noite estava dada como terminada. “Táxiiiii”
:: Um profundo agradecimento a todos os habitantes de Lisboa pelas brilhantes indicações que nos deram pela noite fora ::
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